quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Tecnofobia

1- "[...] medo da técnica [...]". (FEITOSA, Charles. Explicando a Filosofia com Arte. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004. p. 64).

Aura

1- "[considerando a obra de arte trata-se de] sua singularidade, sua historicidade, seu contexto, seu pertencimento a uma tradição." (FEITOSA, Charles. Explicando a Filosofia com Arte. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004. p. 62).

Filosofia da Ciência

1- "[área que] estuda e examina os métodos e os fundamentos da ciência [...] é o campo da filosofia voltado para a reflexão sobre os conhecimentos científicos [...] interroga a própria ciência, discutindo seus métodos, seus procedimentos, sua legitimidade e os fundamentos de suas conquistas." (GIANSANTI, Alvaro Cesar; DIMENSTEIN, Gilberto; STRECKER, Heidi. Dez lições de Filosofia para um Brasil cidadão. São Paulo: FTD, 2008. p. 66).

Ciência

1- "[...] é a explicação dos fatos que ocorrem na natureza [...] teoria baseada na observação e no experimento, capaz de compreender, prever, explicar e controlar a natureza." (GIANSANTI, Alvaro Cesar; DIMENSTEIN, Gilberto; STRECKER, Heidi. Dez lições de Filosofia para um Brasil cidadão. São Paulo: FTD, 2008. p. 66).

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Monismo Corporalista

1- "A diversidade das coisas existentes provindo de uma única physis corpórea (seja água, ou ar, ou unidade numérica). As primeiras cosmogonias filosóficas, propostas pelos milesianos e pelos pitagóricos, podem ser vistas como variações do monismo corporalista." (Pré-Socráticos: vida e obra. São Paulo: Nova Cultural, 2000. p. 20. Coleação Os Pensadores.).

Mímesis

1- "Imitação." (Pré-Socráticos: vida e obra. São Paulo: Nova Cultural, 2000. p. 18. Coleção Os Pensadores.)

Metempsicose

1- "Transmigração da alma através de vários corpos, a fim de efetivar sua purificação." (Pré-Socráticos: vida e obra. São Paulo: Nova Cultural, 2000. p. 17. Coleção Os Pensadores).

Método Compreensivo

1- "Em Weber [é] um esforço interpretativo do passado (este é cheio de dados esparsos e fragmentados) e de repercussão nas características peculiares das sociedades contemporâneas. Este esforço interpretativo permite ao cientista social dar sentido social e histórico aos dados/fatos esparsos." (COSTA, Maria C. Castilho. Sociologia: introdução à ciência da sociedade. São Paulo: Moderna, 1987.).

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Marxismo

1- "Doutrina dos filósofos alemães Karl Marx (+1883), Friedrich Engels (+1872) e Ludwig Feuerbach (+1872) fundada no materialismo dialético, e que se desenvolveu através das teorias da luta de classes, e da elaboração do relacionamento entre o capital e o trabalho, do que resultou a revolução proletária; o marxismo-leninista é a teoria de Marx levada à prática por Vladimir Ulianov, chamado Lênin  (+1924), através da revolução bolchevista, na Rússia  (1917)." (GALVÃO, Antonio Mesquita. A crise da ética: o neoliberalismo como causa da exclusão social. Petrópolis: Vozes, 1997.)

2- "Doutrina econômica e filosófica iniciada por Marx e Engels (Século XIX) que se contrapõe ao sistema capitalista, fazendo a crítica do Estado burguês. A teoria marxista compõe-se de uma teoria científica, o materialismo histórico, e de uma filosofia, o materialismo dialético." (ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Filosofia da Educação. 2. ed. São Paulo: Moderna, 1996. p. 238.).

3- "Adjetivo empregado para se referir ao pensamento de Marx; contrapõe-se ao termo marxista, uma vez que este se refere aos seguidores ou intérpretes de Marx." (SAVIANI, Dermeval. Perspectiva marxiana do problema subjetividade-intersubjetividade. In: DUARTE, Newton. Crítica ao fetichismo da individualidade. Campinas: Autores Associados, 2004.).

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Método Nomotético

1- "Estudo das leis. É o método utilizado pelas ciências naturais, segundo Rickert. Considerando a realidade como um conjunto infinito, para se realizar uma investigação, para fazer ciência, é preciso trabalhar dados finitos, relacioná-la a um objeto limitado. Para  Rickert, uma das maneiras para resolver esse problema é a utilização do método que ele chama nomotético. Este método tem por base o estudo das leis que são aplicáveis ao universo do fenômeno estudado: a composição das águas do oceano pode ser estudada através de algumas gotas dele, e desse estudo pode-se extrair leis aplicáveis na análise de toda água do oceano." (LÖWY, Michel. Ideologias e Ciência Social: elementos para uma análise marxista. São Paulo: Cortez, 2008).

Método Idiográfico

1- "Estudo dos fatos singulares (idio = singular). Método utilizado para se estudar os fenômenos sociais, históricos e culturais. Não existe, por exemplo, duas salas de aula idênticas então, há a necessidade de um método que analise esse singular (idiográfico). Considerando a realidade como um conjunto infinito, para se realizar uma investigação, para fazer ciência, é preciso trabalhar com dados finitos, relacioná-la a um objeto limitado. Para Rickert uma das maneiras para resolver esse problema é a utilização do método que ele chama idiográfico. O problema na aplicação desse método é a seleção dos elementos, nessa infinidade de fatos singulares, que caracterizam a vida social ou histórica. Exemplo, por que estudar a Batalha de Waterloo (1815) e não a produção de maças, da época? O critério que nos permite distinguir que tal ou qual fato é importante e portanto digno de ser estudado pela ciência histórica, ou social, ou cultural, são certos valores. Toda ciência histórica implica certos valores que dizem o que é importante e o que não é. Os valores permitem colher na massa infinita de pequenos fatos aqueles que devem ser considerados importantes. Mas, o que nos garante que esses fatos que selecionamos como importantes sejam efetivamente importantes? A solução, pouco consistente, vem com Rickert. Para ele os valores que servem para essa distinção são universais, aceitos por todos." (LÖWY,  Michl. Ideologias e Ciência Social: elementos para uma análise marxista. São Paulo: Cortez, 2008.)

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Capital

1- "O termo possui diversos significados, interessando-nos sua conceituação em economia. Para muitos economistas, capital é a soma de dinheiro investida em uma empresa visando produzir lucro. Esse capital, ou riqueza utilizável na produção, pode ser empregado na compra das matérias-primas, máquinas, construções e o que for necessário ao funcionamento da empresa industrial, bancária agrícola ou comercial. Marx considera que o capital é um dos agentes da produção e se liga à exploração do trabalho assalariado. James Mill, economista inglês da Escola Clássica, considera que capital é trabalho acumulado. De acordo com Luiz Souza Gomes, em seu Dicionário Econômico e Financeiro, foi Adam Smith quem melhor estudou a evolução do capital, "quando historia as condições do homem primitivo, provendo pelo trabalho a sua própria subsistência até que a vida em sociedade e, com esta, a divisão do trabalho impõem ao homem a acumulação de utilidades para os meios de troca. Desta maneira, formou-se o capital, que, conjugado ao trabalho, desdobra-se em novos capitais." Foi igualmente Adam Smith quem formulou a distinção entre capital fixo ou constante e capital circulante. O primeiro é formado pelos meios de produção, máquinas e aparelhagens diversas. já o segundo é constituído pelos capitais usados com a compra de matérias-primas e o pagamento da força de trabalho dos operários. Pode-se ainda falar de capital comercial, capital industrial, capital financeiro, capital agrário, capital dinheiro, capital mercadoria, capital líquido, capital jurídico, capital técnico etc." (AQUINO, Rubim Santos Leão de; LISBOA, Ronaldo César. Fazendo a História: a Europa e as Américas nos Século XVIII e XIX. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1990. p. 5-6).

sábado, 29 de outubro de 2016

Moral

1- "É o conjunto de prescrições vigentes numa determinada sociedade e consideradas como critérios válidos para a orientação do agir de todos os membros dessa sociedade. A ação humana, do ponto de vista moral, é fundada em valores, ou seja, princípios expressos mediante juízos apreciativos que são vivenciados por uma sensibilidade da consciência subjetiva dos indivíduos e que são concretizados objetivamente em normas práticas de ação e em costumes culturais no seio das sociedades. (SEVERINO, Antonio Joaquim. Filosofia. São Paulo: Cortez, 1994.).

2- "[...] mos ou mores, "costume" ou "costumes", no sentido de conjunto de normas ou regras adquiridas por hábito. A moral se refere, assim, ao comportamento adquirido ou modo de ser conquistado pelo homem. [...] um conjunto de normas e regras destinadas a regular as relações dos indivíduos numa comunidade social dada [...] regulamentação do comportamento dos indivíduos entre si e destes com a comunidade, a moral exige necessariamente não só que o homem esteja em relação com os demais, mas também certa consciência - por limitada e imprecisa que seja - desta relação para que se possa comportar de acordo com as normas ou prescrições que o governam" (VÁZQUEZ, Adolfo Sánchez. Ética. 30 ed. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2008. p. 24; 37; 39).

3- "De origem latina, (Mos/Mores) Moral, num primeiro momento, significa costumes, valores, normas de conduta específicos de uma sociedade e cultura. [...] Por outro lado, a moral objetiva prescrever e normatizar as ações dos indivíduos de acordo com as tradições, leis e sistemas valorativos de cada cultura. De maneira breve, podemos definir a moral como a somatória desses elementos (normas, costumes, valores, hábitos) que regem a conduta e o comportamento humanos." (JARDILINO, José Rubens Lima (Org.). Ética: subsídios para a formação de profissionais na área da saúde. São Paulo: Pancast, 1998. p. 44-45).

4- "[...] moral vem do latim mos, moris, que significa "maneira de se comportar regulada pelo uso", daí "costume", e de moralis, morale, adjetivo referente ao que é "relativo aos costumes." [...] Conjunto de regras de conduta admitidas em determinada época ou por um grupo de homens. [...] Conjunto de regras que determinam o comportamento dos indivíduos em um grupo social." (ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando: introdução à Filosofia. 2 ed. São Paulo: Moderna, 1993. p. 274).

5- "Conjunto dos costumes e juízos morais de um indivíduo ou de uma sociedade que possui caráter normativo (regras do comportamento das pessoas em grupo); conjunto de regras que visa orientar a ação humana, submetendo-a ao dever, tendo em vista o bem e o mal; conjunto de normas livre e conscientemente aceitas que visam organizar as relações dos indivíduos na sociedade." (ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. Filosofia da Educação. São Paulo: Moderna, 1996. p. 238).

6- "Conjunto de normas e princípios que regulamentam o comportamento dos indivíduos em sociedade." (LAPORTE, Ana Maria et al. Para Filosofar. São Paulo: Scipione, s/d. p. 306).

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Mercado

1- "Modelo de intercâmbio de mercadorias ou serviços entre pessoas destituídas de laços sociais comuns; intercâmbio impessoal." (NEVES, Walter. Antropologia Ecológica. São Paulo: Cortez, s/d).

Método Tipológico

1- "Apresenta certas semelhanças com o método comparativo. Ao comparar fenômenos sociais complexos, o pesquisador cria tipos ou modelos ideais, construídos a partir da análise de aspectos essenciais do fenômeno. A característica principal do tipo ideal é não existir na realidade, mas servir de modelo para a análise e compreensão de casos concretos, realmente existentes. Weber, através da classificação e comparação de diversos tipos de cidades, determinou as características essenciais da cidade; da mesma maneira, pesquisou as diferentes formas de capitalismo para estabelecer a caracterização ideal do capitalismo moderno; e, partindo do exame dos tipos de organização, apresentou o tipo ideal de organização burocrática." (LAKATOS, Eva Maria. Sociologia Geral. 6. ed, São Paulo: Atlas, 1990. p. 34).

2- "O tipo ideal, para Max Weber, é um instrumento para estudar a realidade. Sua construção do tipo ideal se faz a partir de uma relação a valores, é a relação a valores que vai fornecer os critérios, as motivações para a construção do tipo ideal. A construção do tipo ideal resulta diretamente dos valores, que estão vinculados à visão social de mundo do cientista social. Eles são o critério para se selecionar certos aspectos da realidade como importantes e construí-los nesse sistema, que é o tipo ideal. Uma vez construído um tipo ideal, segundo Weber, você formula perguntas a partir de seus valores, formula a problemática, no entanto, a resposta que deve ser dada a essas perguntas deve ser puramente científica, neutra, livre de juízos de valor, aceitável para todos os cientistas. Esse é o lugar que ele dá ao tipo ideal em sua teoria da ciência e em relação à questão dos valores (O difícil é fazer com que os valores, em Weber mesmo, não entrem na definição do tipo ideal, na formulação da problemática e na resposta." (LÖWY, Michael. Ideologias e Ciência Social: elementos para uma análise marxista. São Paulo: Cortez, s/d).

3- " O tipo ideal obtém-se pela acentuação unilateral de um ou de alguns pontos de vista pela conexão de certa quantidade de fenômenos difusos e discretos, existentes aqui em maior e lá em menor medida, por vezes até ausentes, correspondentes àqueles pontos de vista unilateralmente evidenciados, em quadro conceitual em si unitário. Em sua pureza conceitual, esse quadro nunca poderá ser encontrado empiricamente na realidade: ele é uma utopia. E ao trabalho histórico se apresenta a tarefa de verificar, em cada caso individual, a maior ou menor distância da realidade daquele quadro ideal, estabelecendo, por exemplo, em que medida o caráter econômico das relações de determinada cidade pode ser qualificado conceitualmente como próprio da economia urbana." (WEBER, Max. A objetividade do conhecimento nas Ciências Sociais. In: COHN, Gabriel (Org.) Weber - Sociologia. Coleção Grandes Cientistas Sociais. São Paulo: Ática, s/d).

4- "[...] o "tipo ideal" é um instrumento metodológico ou, se assim se preferir, expediente heurístico ou de pesquisa. Com ele, construímos um quadro ideal (por exemplo: de cristianismo, de economia urbana, de capitalismo, da Igreja, de seita etc.) para depois com ele medir ou comparar a realidade efetiva, controlando a aproximação (Annäherung) ou o distanciamento em relação ao modelo. Brevemente, pode-se dizer que: 1) A tipicidade ideal não se identifica com a realidade autêntica, não a reflete nem a expressa; 2) ao contrário, em sua "idealidade", a tipicidade ideal se afasta da realidade efetiva para afirmar melhor os seus vários aspectos; 3) a tipicidade ideal não deve ser confundida com a avaliação ou o valor [...]; 4) o tipo ideal, repetindo, pretende ser instrumento metodológico ou instrumento heurístico: os conceitos ideais-típicos são uniformidades limites." (REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da Filosofia: do romantismo até nossos dias. 3. ed. São Paulo: Paulus, 1991. V III, P. 473-474).

5- "Instrumento de análise construído por Max Weber para explicar os fatos sociais. É uma criação abstrata, elaborada com base em casos particulares observados. Não é um modelo a ser atingido e nem um acontecimento observável. É um instrumento a partir do qual o cientista social poderá tecer comparações entre sociedades antigas e atuais a fim de estudar suas diferenças." (COSTA, Maria C. Castilho. Sociologia: uma introdução à ciência da sociedade. São Paulo: Moderna, 1987).

Mito

1- "Narrativa lendária desenvolvida pelas tradições culturais que procura explicar a origem do mundo e da humanidade, recorrendo a entidades e forças sobrenaturais, divinas e misteriosas; por derivação, pode significar crença sem fundamento, sem base, apesar de bem aceita no âmbito de determinada cultura (o mito da superioridade racial dos brancos), ou, então, uma narrativa alegórica, objetivando apenas passar uma representação." (SEVERINO, Antonio Joaquim. Filosofia. São Paulo: Cortez, 1994.)

2- "[...] o mito é sempre uma representação coletiva, transmitida através de várias gerações e que relata uma explicação do mundo. Mito é, por conseguinte, a parole, a palavra "revelada", o dito. [...] O mito expressa o mundo e a realidade humana, mas cuja essência é efetivamente uma representação coletiva, que chegou até nós através de várias gerações. E, na medida em que pretende explicar o mundo e o homem, isto é, a complexidade do real, o mito não pode ser lógico: ao revés, é ilógico e irracional. [...] é, pois, uma representação coletiva, transmitida através de várias gerações e que relata uma explicação do mundo." (BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia Grega. Petrópolis: Vozes, 1986. V. 1. p. 36 e 38)

3- "O mito, quando estudado ao vivo, não é uma explicação destinada a satisfazer a uma curiosidade científica, mas uma narrativa que faz reviver uma realidade primeva, que satisfaz a profundas necessidades religiosas, aspirações morais, a pressões e a imperativos de ordem social e mesmo a exigências práticas. Nas civilizações primitivas, o mito desempenha uma função indispensável: ele exprime, exalta e codifica a crença; salvaguarda e impõe os princípios morais; garante a eficácia do ritual e oferece regras práticas para a orientação do homem. O mito é um ingrediente vital da civilização humana; longe de ser uma fabulação vã, ele é, ao contrário, uma realidade viva, à qual se recorre incessantemente; não é, absolutamente, uma teoria abstrata ou uma fantasia artística, mas uma verdadeira codificação da religião primitiva e da sabedoria prática". (MALINOWSKI, Bronislav. apud ELIADE, Mircea. Mito e Realidade. Tradução de Pola Civelli. São Paulo: Perspectiva, 1972 apud BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia Grega. Petrópolis: Vozes, 1986. V. 1. p. 41.)

Mitologia

"Se mitologema é a soma dos elementos antigos transmitidos pela tradição e mitema as unidades constitutivas desses elementos, mitologia é o "movimento" desse material: algo de estável e mutável simultaneamente, sujeito, portanto, a transformações. Do ponto de vista etimológico, mitologia é o estudo dos mitos, concebidos como história verdadeira." (BRANDÃO, Junito de Souza. Mitologia Grega. Petrópolis: Vozes, 1986, V. 1. p. 38).

Positivismo Lógico

1- "O positivismo lógico foi uma forma extrema de empirismo, segundo o qual as teorias não apenas devem ser justificadas, na medida em que podem ser verificadas mediante um apelo ao fatos adquiridos através da obervação, mas também são consideradas como tendo significado apenas até onde elas possam ser assim derivadas." (CHALMERS, Alan F. O que é ciência afinal? São Paulo: Brasiliense, 1993. p. 20).

domingo, 23 de outubro de 2016

Metafísica

1- "Estudo das realidades que transcendem as realidades físicas."(REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da Filosofia: Antiguidade e Idade Média. São Paulo: Paulus, 1990. V. I, p. 24).

2- "O que está além da física. Filosofia primeira (Aristóteles): é a ciência que se ocupa das realidades que estão acima das realidades físicas. Tentativa do pensamento humano no sentido de ultrapassar o mundo empírico para alcançar uma realidade meta-empírica." (REALE, Giovanni; ANTISERI, Dario. História da Filosofia: Antiguidade e Idade Média. São Paulo: Paulus, 1990. V. I, p. 179).

3- "Parte da Filosofia que estuda "o ser enquanto ser", isto é, o ser independentemente de suas determinações particulares; estudo do ser absoluto e dos primeiros princípios. É para Aristóteles a ciência primeira, na medida em que fornece a todas as outras o fundamento comum, isto é, o objeto ao qual todos se referem e os princípios dos quais dependem. Exemplos de problemas metafísicos: a essência do universo (cosmologia racional); a existência da alma (psicologia racional); a existência de Deus (teologia racional ou teodicéia). (ARANHA, Maria Lúcia Arruda. Filosofia da Educação. São Paulo: Moderna, 1996. p. 238)

sábado, 22 de outubro de 2016

Revolução

"Segundo o Concise Oxford Dictionary a expressão deve ser entendida como "uma mudança completa, uma virada de cima para baixo, grande inversão de condições".
Tal definição apenas insinua a profundidade de uma revolução e dá margem a que, erradamente, continue a ser confundida com revolta, rebelião, sublevação, motim, golpe, levante, putsch, que somente modificam o governo de uma sociedade qualquer, sem transformá-la em sua infra-estrutura.
Revolução significa mudança radical de uma determinada sociedade, envolvendo modificações profundas do sistema econômico, o que implica alterações na posição das classes sociais.
A reestruturação sócio-econômica, ou seja, da infra-estrutura, também acarreta alterações na superestrutura: uma nova ideologia, um novo sistema jurídico e o controle do governo pelos representantes da classe ou classes sociais vitoriosas.
Segundo Marx, em Crítica da Economia Política, uma revolução somente tem êxito sob certas condições objetivas, além de uma preparação subjetiva. Considerava ainda que as revoluções deveriam ocorrer nos países mais desenvolvidos e compreenderiam duas etapas: a revolução burguesa, como a de 1789 na França, e, posteriormente, a revolução socialista, realizada pelo proletariado.
Lenine, no entanto, considera que a revolução será realizada pela aliança entre o proletariado e o campesinato, mas em uma única etapa.
Dentre as mais importantes revoluções, destacamos a Revolução Francesa (1789-1815), a Revolução Russa (1917), a Revolução Chinesa (1946-1949) e a Revolução Cubana (1959)." (AQUINO, Rubim Santos Leão de; LISBOA, Ronaldo César. Fazendo a História: a Europa e as Américas nos Séculos XVIII e XIX. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico, 1990. p.03.)